NOSTALGIA.

 

De vez em quando me pego pensando em como os tempos antes do mundo moderno era incrível. Saíamos a fim de curtir as “tertúlias”, o bailinho de funk, que naquele tempo não era rodeado de drogas e nem de gente pelada.

Às vezes bate uma saudade do tempo em que o perigo maior era se minha mãe me pegasse beijando o “amor da minha vida”. Perigo era tirar uma nota vermelha no colegial, perigo era não contar um novo segredo para a minha melhor amiga.

Antes do mundo moderno não se vendia drogas no colégio, nem no carrinho de pipoca. Os jovens se divertiam tomando uma caipifruta e se sentiam o Maximo. Naquele tempo a gente cheirava mesmo era o cangote do paquera.

Os carnavais eram esperados o ano inteiro, pois sabíamos que íamos beijar muito e nos fantasiar das coisas mais bizarras. Pegávamos a blusa velha do pai e fatiávamos umas 50 franjas. Não tinha esse comercio louco, nos empurrando “unicórnios”, “cílios de led”, e tantas outras coisas… Nos fantasiávamos de alegria e íamos as ruas festejar a época mais feliz do ano.

Quanta saudade daquela juventude que respeitava os mais velhos, o espaço do outro, o casamento alheio. Saudade de quando os pais prestavam atenção nos filhos e os fazia devolver a borracha do coleguinha que ele levara para casa.

Acabamos por nos enforcar na nossa própria criação…

Usufruímos da tecnologia de uma maneira tão errada e tão egoísta, que mal pensamos se estamos agredindo o espaço do outro.

Nos escondemos atrás de uma tela com acesso a internet e nos tornamos as pessoas mais distantes daquela que éramos quando jovens. Estamos mais azedos, amargos e agressivos… Vivemos na defensiva e esquecemos de ponderá.

Hoje com quase 30 anos, me pego pensando no que fiz da minha vida. Revejo as escolhas e lapido os sonhos. Não quero chegar aos 60 com tanta saudade dos 30, igual sinto HOJE dos 15.

Lembranças são fundamentais. É a nossa historia gravada pra sempre na nossa memória, mas ela jamais devera ser um desejo de repetição. Devemos caminhar para frente sempre.

Nossa caminhada mais árdua é em busca da nossa própria perfeição como ser. Devemos nos orgulhar do que fomos com 15, 20, 30, 60… Devemos nos arrepender dos erros e passar a acertar mais. A dívida mais cruel que existe é a divida consigo mesmo.

Sejamos pessoas melhores e que venhamos a nos orgulhar de quem somos.

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